Participação do CTA no FISL18

O CTA estará presente no "FISL18" este ano através da apresentação em diversas palestras! Confira abaixo as atividades que realizaremos.

Hardware Aberto e Livre,SL e suas contribuições na ciência e educação

Autoria: Alisson Claudino, Leonardo Sehn, Marina de Freitas e Rafael Pezzi.
Dia 11 de julho às 14h, sala 1.

O Hardware Aberto e Livre (HAL) tem sua inspiração no Software Livre (SOL). Em tempos em que o acesso aos equipamentos de tecnologia digital dispara em todas as camadas da sociedade, tendo cada vez mais dispositivos conectados à rede, é evidente que devemos levar cada vez mais adiante a implementação das tecnologias livres, tanto no âmbito científico quanto no cotidiano.
Demonstrar as aplicações das tecnologias livres, em especial quando aplicamos HAL e SOL de maneira integrada, possibilita novos olhares e perspectivas diante das tecnologias digitais, em um momento histórico no qual o cidadão comum é colocado no papel de mero espectador e consumidor desse tipo de tecnologia. Consolidar a sintonia e convergência entre os movimentos de HAL e SOL é uma forma estratégica de enfrentarmos esse cenário de abundância e desinformação em tecnologia digital.
Nessa palestra, pretendemos contextualizar a formação do movimento de HAL e SOL, seu momento atual, abrangências regional e global e suas aplicações diretas na ciência e educação.
O Centro de Tecnologia Acadêmica é um laboratório que tem como objetivo o desenvolvimento de tecnologias livres com uma metodologia de integração de abordagens emancipatórias, como Recursos Educacionais Abertos, Hiperobjetos, Software Livre, dentre outras. Utilizamos HAL e SOL para promover a ciência e educação, seja desenvolvendo equipamentos para pesquisa no Instituto de Física da UFRGS, para ensino de física, ministrando oficinas para aprendizado de eletrônica, programação e documentação. A equipe do CTA fez parte da organização do Primeiro Encontro Brasileiro de Hardware Aberto e Livre (e-HAL) em São Paulo e faz parte do movimento social global GOSH (Global Open Science Hardware, ou Hardware Aberto Global para Ciência).

Confira aqui o arquivo com a apresentação e o editável.

Desconectar ou não conectar: ​​é essa uma questão?​

Por Cíntia Boll.
Dia 12 de julho às 19h, sala 1.

Chatbot livre: Colaboratividade, Educação e Monitoramento Ambiental

Resumo: Desenvolvemos um chatbot de Telegram para comunicação dos dados do projeto das Estações Meteorológicas Modulares de maneira simples e imediata. O projeto das Estações Meteorológicas Modulares promove a ciência cidadã por meio da implementação de instrumentação científica e educacional de código aberto, de baixo custo, que visa a formação de uma rede de monitoramento cidadão meteorológico e ambiental. Nessa palestra, desejamos: apresentar os desafios e aprendizados obtidos na construção de um chatbot simples, mostrando alguns detalhes de sua construção, que é feita em Python3 e usando a biblioteca Requests; apresentar o Centro de Tecnologia Acadêmica da UFRGS e o projeto das Estações Meteorológicas Modulares, conectando com sua inspiração, o projeto SafeCast, que monitora os dados de radiação no Japão desde a catástrofe nuclear de Fukushima; falar sobre o futuro do projeto, apresentando próximos passos, propostas e sugestões de contribuição, mencionando os desafios do desenvolvimento do software e do hardware.

Por Jan Luc Tavares e Leonardo Alves.
Dia 14 de julho às 12h, sala 1.
Confira o PDF contendo os slides utilizados: Chatbot_livre_EMM.pdf
Também o arquivo editável do PDF: Chatbot_livre_EMM.odp

Pedagogia de Projetos no desenvolvimento de uma nova plataforma educativa

Como o desenvolvimento de praticas educativas que investigam a cultura hacker para criação de métodos de ensino e educação e os movimentos de HAL, SOL, ciência cidadã estão confluindo para a necessidade do desenvolvimento de uma plataforma de educação orientadas por projetos com utilização de bibliotecas python de machine learning para gestão do conhecimento e um rápido e fácil acesso aos conteúdos. Trata-se de uma plataformar muito semelhante as habituais wikis, mas neste caso, seria criado um software para cruzar os bancos de dados de plataformas como a EDX, FutureLearn, Coursera com plataformas que possuem projetos de hardware aberto e software livre, como o CTA, Wevolver, OpenEcology, Git. Deste modo sera possivel que os estudantes possam visualizar em tempo real quais os projetos que eles são capazes de fazer com o conhecimento que ja adquiriram, ou então quais cursos terá que fazer para a realização de certos projetos. È possivel com metodos assim, garantir uma melhor e mais integral aprendizagem para os alunos, de modo a enriquecer o processo, além de incentivar a participação e colaboração entre a turma, assim também o alunos poderiam perceber diretamente para o que o conhecimento deles servem. Além disso, este método pode se mostrar mais eficiente para que os alunos se sintam motivamos e determinados a desenvolver sua autonomia intelectual.

Por Cristthian e Danielli Marafigo Arpino.
Dia 11 de julho às 18h, sala 6.

Educação Tecnológica Emancipatória: Conhecimento Livre para Empoderamento Cidadão

Por Renan Bohrer e Adriene Barbosa.
Dia 14 de julho às 15h, sala 1.

Resumo: Vivemos um período de grande importância no qual as atividades humanas estão causando um impacto sobre o ambiente tão forte que pode definir uma nova época geológica, como está sendo discutido por organizações científicas internacionais. Nesse cenário, as ferramentas tecnológicas podem ser tanto as grandes vilãs que nos levarão ao colapso social quanto as heroínas que nos permitirão dar seguimento às nossas atividades de maneira sustentável. Para que a segunda opção se torne realidade, precisamos ou que os setores que administram a sociedade usem seu poder de maneira inteligente e responsável ou que o cidadão comum seja empoderado com ferramentas, conhecimento e técnica para solucionar problemas, ou seja, tecnologicamente emancipado; e, pelo que podemos perceber pelas ações de muitos governos de nações relevantes, devemos apostar na emancipação tecnológica da população como recurso — e a educação é vista como o principal instrumento para tal. Comumente, porém, o uso da tecnologia digital na educação básica não passa de um mero treinamento ao uso de certos dispositivos específicos, ou seja, o aluno aprende a usar algumas ferramentas de maneira superficial, mas não percebe a abrangência das possibilidades dadas pela tecnologia atual. Boa parte dos recursos digitais usados em escolas impedem seu estudo e proibem sua modificação, tolhendo do aluno a liberdade de se tornar produtor além de usuário, ou mesmo a de entender seu funcionamento. Quando são usadas ferramentas que dão essas liberdades ao usuário, ou seja, tecnologia livre, abrem-se portas para atividades educacionais que levam em conta todo o enorme potencial do conhecimento e das técnicas desenvolvidas pela humanidade ao longo dos milênios. Nesta palestra, serão discutidas propostas de práticas educacionais visando a emancipação tecnológica a partir de conceitos como educação por projetos, trabalho colaborativo, ciência cidadã e liberdade de conhecimento, sempre objetivando a autonomia do aluno; assim como os obstáculos para implementá-las no ensino formal. Essas discussões são baseadas em experiências com o Centro de Tecnologia Acadêmica Júnior (CTA Jr.) do Colégio de Aplicação da UFRGS, um ambiente no qual qualquer aluno pode se familiarizar com a filosofia de liberdade do conhecimento, conhecer as tecnologias livres e entrar no grupo de trabalho de um dos projetos desenvolvidos ou iniciar um novo. Percebe-se que as atividades de planejamento, desenvolvimento, e documentação de projetos, além de permitirem um entendimento aprofundado das ciências e domínio da tecnologia, também expandem a cultura de compartilhamento e têm o potencial de dar à população a autonomia, pensamento crítico e senso de atuador tão necessários atualmente.

Confira os slides da apresentação: educacao_tecnologica_emancipatoria-fisl18.odp | educacao_tecnologica_emancipatoria-fisl18.pdf

EMM: Monitoramento Ambiental Colaborativo em Comunidades Escolares Emancipadas

Por Leonardo Sehn
Dia 13 de Julho, às 09:00, sala 2.

As Estações Meteorológicas Modulares (EMM) são um projeto de tecnologias livres com o objetivo de possibilitar o monitoramento ambiental colaborativo, processo no qual comunidades e indíviduos colaboram para a realização do monitoramento ambiental. Para garantir a emancipação dessas comunidades e indivíduos, o projeto é composto por hardwares e software livres e é disponibilizado como recurso educacional aberto por meio do Guia da Comunidade EMM. Parte das atividades desse Guia é fundamentada em métodos colaborativos de fabricação e montagem das EMM, que foram aplicados no seu desenvolvimento e que podem ser utilizados como práticas educacionais colaborativas conectadas à cultura hacker. No projeto, acreditamos que as comunidades escolares têm a vocação para a transformação social e cultural e portanto são a base para a formação de uma rede de monitoramento ambiental colaborativo. A partir de intervenções artísticas, contextualizações históricas e o relato de experiência de um projeto de seis anos, nesta palestra busco evocar a potência de casos de colaboração cidadã na ciência e mostrar sua potencialidade quando meteodologias que respeitam as comunidades são aplicadas.

O projeto das Estações Meteorológicas Modulares é uma parceria entre o Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA), o Laboratório de Meteorologia e Qualidade do Ar (LMQA) e o Centro de Tecnologia Acadêmica Júnior do Colégio de Aplicação da UFRGS (CTA Jr./CAp UFRGS). No ano de 2017, fomos um dos 5 projetos do Brasil selecionados para participar da 3ª Residência Hacker do Red Bull Basement em São Paulo, iniciativa para alavancar projetos de tecnologia livre que pretendem solucionar os problemas de metrópoles.

Confira a documentação do projeto em: http://cta.if.ufrgs.br/projects/estacao-meteorologica-modular/wiki/Wiki

Confira a matéria sobre os projetos participantes da Terceira Residência Hacker do Red Bull Basement: https://www.redbull.com/br-pt/5-projetos-que-ganharam-vida-no-red-bull-basement

Confira aqui o arquivo com a apresentação e o respectivo editável.

EITCHA! A Escola Itinerante de Tecnologia Cidadã Hacker

Por Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares.
Dia 14 de Julho, às 13:00, sala 1.

A Escola Itinerante de Tecnologia Cidadã Hacker (EITCHA) é uma iniciativa para promover emancipação tecnológica por meio de ciclo de oficinas em comunidades escolares, que nós colaboradores da iniciativa acreditamos ter a vocação para a mudança cultural. Essas atividades promovem a emancipação em tecnologia digital por meio de softwares e hardwares livres. A EITCHA foi a única iniciativa do sul global premiada com o primeiro Mozilla Mini-Grant, edital global da Mozilla que tem como objetivo promover a alfabetização tecnológica e uma internet saudável. Nosso objetivo nessa palestra é esclarecer as ações da EITCHA e sua proposta. Com isso, pretendemos aproximar a comunidade de educadores conectados à cultura livre para que possamos ampliar e potencializar as iniciativas para a educação em tecnologia digital com tecnologias livres. Os membros da EITCHA são também membros do Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA), laboratório para a integração do desenvolvimento de tecnologias livres, e do movimento social global GOSH (Global Open Science Hardware, ou Hardware para a Ciência Aberta Global).

Confira o site da EITCHA em: http://eitcha.org/

Confira o repositório de recursos educacionais abertos da EITCHA em: http://gitlab.com/eitcha

Confira a notícia com o anúncio de nossa premiação com o Mozilla Mini-Grant: http://cta.if.ufrgs.br/news/60

Internet de Qualquer coisa: vantagens e desvantagens de sensores de baixo custo

Por Marina de Freias
Dia 14 de Julho, às 16h00, sala 1.

Sensores de baixo custo são a opção para sistemas IoT baratos, mas podemos confiar neles? A precisão ou exatidão informadas pelo fabricante refletem o real desempenho de um sensor? Quais problemas essas inconsistencias podem gerar e por que devemos nos preocupar com isso? Por meio do estudo de caso do DHT22 e de abrigos meteorológicos artesanais, será discutido métodos para caracterizar um sensor, e a importância de validar e calibrar sistemas de monitoramento do tipo DIY.

Confira aqui o .pdf ou o .odp da apresentação!

Confira a grade de horários completa do FISL.

internet-de-qualquer-coisa.pdf - alestra sobre sensores de baixo custo e validação de instrumentos científicos (8,6 MB) Marina de Freitas, 14/07/2018 03:41

internet-de-qualquer-coisa.odp - alestra sobre sensores de baixo custo e validação de instrumentos científicos (9,2 MB) Marina de Freitas, 14/07/2018 03:41

internet-de-qualquer-coisa.pdf (8,6 MB) Marina de Freitas, 14/07/2018 03:54

Chatbot_livre_EMM.pdf - Arquivo PDF da palestra apresentada no FISL sobre o Chatbot das EMM (4,8 MB) Jan Luc Tavares, 15/07/2018 10:50

Chatbot_livre_EMM.odp - Arquivo editável da palestra apresentada no FISL sobre o Chatbot das EMM (6,4 MB) Jan Luc Tavares, 15/07/2018 10:50

educacao_tecnologica_emancipatoria-fisl18.odp (1,7 MB) Renan da Silva, 06/08/2018 16:53

educacao_tecnologica_emancipatoria-fisl18.pdf (1,7 MB) Renan da Silva, 06/08/2018 16:53