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Suporte CTA: Criado composto condutor para impressão 3D de eletrônicos

Adicionado por Rafael Pezzi almost 6 years atrás

Engineers pave the way towards 3D printing of personal electronics

Scientists are developing new materials which could one day allow people to print out custom-designed personal electronics such as games controllers which perfectly fit their hand shape.

The University of Warwick researchers have created a simple and inexpensive conductive plastic composite that can be used to produce electronic devices using the latest generation of low-cost 3D printers designed for use by hobbyists and even in the home.

The material, nicknamed ‘carbomorph’, enables users to lay down electronic tracks and sensors as part of a 3D printed structure – allowing the printer to create touch-sensitive areas for example, which can then be connected to a simple electronic circuit board.

So far the team has used the material to print objects with embedded flex sensors or with touch-sensitive buttons such as computer game controllers or a mug which can tell how full it is.

The next step is to work on printing much more complex structures and electronic components including the wires and cables required to connect the devices to computers.

The research was led by Dr Simon Leigh in the School of Engineering at the University of Warwick.An example of how carbomorph can be used

Dr Leigh said: “It’s always great seeing the complex and intricate models of devices such as mobile phones or television remote controls that can be produced with 3D printing, but that’s it, they are invariably models that don’t really function.

“We set about trying to find a way in which we could actually print out a functioning electronic device from a 3D printer.

“In the long term, this technology could revolutionalise the way we produce the world around us, making products such as personal electronics a lot more individualised and unique and in the process reducing electronic waste.

“Designers could also use it to understand better how people tactilely interact with products by monitoring sensors embedded into objects.

“However, in the short term I can see this technology having a major impact in the educational sector for example, allowing the next generation of young engineers to get hands-on experience of using advanced manufacturing technology to design fairly high-tech devices and products right there in the classroom.”

The printed sensors can be monitored using existing open-source electronics and freely available programming libraries.

A major advantage of using 3D printing is that sockets for connection to equipment such as interface electronics can be printed out instead of connected using conductive glues or paints.

This research is detailed in the study, A simple, low-cost conductive composite material for 3D printing of electronic sensors, published in the open-access journal PLOS ONE.

The research was funded by the EPSRC project: Novel 3D Printing Technologies for Maximising Industrial Impact (Subproject # 30821) and by the EPSRC UK Research Centre In Nondestructive Evaluation.

Fonte: http://www2.warwick.ac.uk/newsandevents/pressreleases/engineers_pave_the/

Artigo original:

A Simple, Low-Cost Conductive Composite Material for 3D Printing of Electronic Sensors. PLoS ONE 7(11): e49365.
Leigh SJ, Bradley RJ, Purssell CP, Billson DR, Hutchins DA (2012)

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0049365

Suporte CTA: Tecnologias Livres no programa Fronteiras da Ciência

Adicionado por Tatiana Pereda almost 6 years atrás

O programa Fronteiras da Ciência emitido pela Rádio da Universidade tratou sobre o uso de hardwares e softwares livres e sobre o uso de arduinos. O mediador Marco Indiart recebeu a presença dos professores Rafael Pezzi e Leonardo Brunet, ambos do departamento de física da UFRGS.

Primeiramente foi discutido o uso de tecnologias livres na natureza e o processo evolutivo desta. A maneira como a tecnologia, antes compartilhada por todos, começou a receber certas fronteiras que só beneficiavam alguns. Passando pela distinção de Software e Hardware explicado pelo professor Leonardo, a discussão estendeu-se sobre o que deveria ser livre e o que deveria ser cobrado, e a maneira pela qual estas deveriam ter algum custo, e qual seria a "solução" para tornar tais recursos mais disponíveis ao público em geral abordado pelo professor Rafael.

Logo em seguida, os participantes discutiram sobre arduinos, explicando a origem desde e seu modelo de criação baseado em CC's (Creative Commons).

O programa pode ser conferido na íntegra aqui:

LabFis: Alunas do Colégio Rosário recebem destaque na UFRGS

Adicionado por Rafael Pezzi almost 6 years atrás

As alunas do primeiro ano do Colégio Rosário Caroline Pereira Bacelo, Elisa Garcia Pereira e Marta Gastal Bortovski, sob orientação do prof. de física Nilton Solon, tiveram seu projeto de feira de ciências premiados com destaque no Salão Jovem da UFRGS de 2012.

O objetivo do trabalho foi o de analisar um conjunto de vozes de pessoas com diferentes características: idade, sexo, tabagismo. Utilizaram o LabFis e suas ferramentas fft-spectra e Audacity para realizar análise espectral da voz humana.

Carol, Marta e Elisa (frente) recebem troféu destaque no Salão Jovem em cerimônia no Salão de Atos da UFRGS. Foto: Thiago Cruz/Divulgação UFRGS

O poster premiado está disponível aqui. Parabéns às jovens cientístas.

Suporte CTA: A Era das Máquinas Livres

Adicionado por Tatiana Pereda almost 6 years atrás

O movimento "Faça Você Mesmo" saltou das tarefas domésticas para os laboratórios de pesquisa. E o salto foi impulsionado pelos mesmos motivos: economizar dinheiro e obter exatamente o resultado que você deseja. Antes existia uma crença dominante de que, para que a sociedade pudesse realmente usufruir de avanços tecnológicos, as invenções devem ser cercadas de segredos e limitações; ou seja, acreditava-se que a disseminação do conhecimento e/ou suas aplicações práticas deveriam necessariamente sofrer restrições, uma forma de obscurantismo, para que a sociedade tivesse maiores benefícios. Esta crença, aos poucos, está sendo derrubada.
Aliás, para Joshua Pearce, físico formado pela Universidade da Pensilvânia, o "faça você mesmo científico" está dando espaço a algo maior que uma nova maneira de pensar, este está dando lugar à uma revolução.

Três forças convergentes, todas de código aberto (open-source), estão por trás dessa reviravolta, explica o pesquisador em um artigo publicado no número mais recente da revista Science: software, impressoras 3D e microcontroladores.
Com essas ferramentas, pesquisadores de todo o mundo estão reduzindo o custo de fazer ciência, construindo seus equipamentos no próprio laboratório.

Arduíno

Tudo está sendo possível graças ao microcontrolador open-source Arduíno.

"A beleza desta ferramenta é que é muito fácil de usar," disse Pearce, que é professor da Universidade Tecnológica de Michigan. "Ela torna muito simples a tarefa de automatizar processos.", diz Pearce.

Funciona mais ou menos assim: o Arduíno - que é vendido por menos de R$100 no varejo - pode controlar qualquer instrumento científico, seja um contador Geiger, um osciloscópio ou um sequenciador de DNA. Mas ele realmente brilha quando controla impressoras 3D, tais como a também de hardware aberto RepRap.

Esta engenhoca do tamanho de um forno de micro-ondas pode ser construída por menos de R$1.000, e pode construir suas próprias peças - uma vez que você tenha uma RepRap, você poderá construir tantas quantas queira. O laboratório de Pearce já tem cinco.

Podendo construir uma cópia dela mesma, impressoras 3D constroem objetos lançando camadas de plástico com espessura abaixo de um milímetro, umas sobre as outras, seguindo padrões específicos. Isso permite aos usuários construir equipamentos segundo suas próprias especificações, não ficando mais dependentes do que podem comprar no mercado. O Arduíno controla o processo, dizendo à impressora 3D para fazer qualquer coisa, de um trem de brinquedo a um macaco de laboratório - não o animal, mas aquele equipamento de levantar coisas.

O professor Pearce precisou de um em seu laboratório e, ao saber que o equipamento custaria milhares de dólares, resolveu projetar o seu próprio. Postou então em comunidades interessadas em códigos-abertos, onde os membros seguidores da poítica do "faça você mesmo" puderam compartilhar seus projetos e também opinar no protótipo de Joshua, este recebeu feedbacks para aprimorar seu próprio produto.

Economia de Doação

"Os movimentos do software livre e do hardware livre estão criando uma economia das doações. Nós pagamos para a comunidade submetendo nossos projetos, e recebemos pagamentos de volta na forma de um excelente feedback e acesso livre ao trabalho de outras pessoas. Quanto mais você dá, mais você recebe, e todos ganham nesse processo," disse ele. A comunidade Thingiverse já tem uma linha completa de projetos com código-fonte aberto para mais de 30 mil protótipos criados e é tudo barato, o que traz em si a emergência desse novo compasso econômico.

Pearce relata que agora está ajudando seus estudantes a organizarem uma empresa cujos objetivos serão fazer projetos de código e hardware abertos para a indústria e construir instrumentos de laboratório sob medida para professores universitários, fornecendo tudo pronto por uma fração do custo dos equipamentos comerciais. "Isso dará aos alunos as competências de que necessitam e lhes permitirá beneficiar toda a sua área de pesquisas," disse ele.

A verdade é que a ciência e a educação, antes do que qualquer outro setor, tem muito a ganhar com a utilização de tecnologias livres como esta pois vivem um grande conflito por estar lidando com ferramentas cujos funcionamentos estão obscuros - o que é um contrassenso.

Transformação na Eduçação

Se a iniciativa se disseminar, milhares ou milhões de dólares que são gastos pelos laboratórios de pesquisa em todo o mundo para comprar equipamentos, agora poderão ser usados para dar apoio aos alunos. Mesmo escolas de ensino médio poderão ter recursos para bons laboratórios de ciências. Mais pesquisas poderão ser financiadas com menos recursos, levando a mais descobertas.

"Usando hardware livre economizamos milhares de dólares para o nosso grupo de pesquisa, e estamos apenas esquentando os motores. Isso vai mudar a maneira como as coisas são feitas. Não há como parar essa mudança" afirma Pearce.

Referências

Pezzi, R.; Pereda, T. - A Emergência das Tecnologias Livres
Inovação Tecnológica - A era das máquinas livres
Pierce, J.M. in Building Research Equipment with Free, Open-Source Hardware, Science, Vol. 337 no. 6100 pp. 1303

Suporte CTA: Seminário de Recursos Educacionais Abertos

Adicionado por Tatiana Pereda aproximadamente 6 anos atrás

Fonte:
http://rea.net.br/site/governo-do-rs-e-projeto-rea-brasil-promovem-seminario/
http://gabinetedigital.rs.gov.br/post/3464

Com o objetivo de proporcionar um espaço de debate e reflexão com representantes do governo do Estado e de Núcleos de Tecnologia Educacional, foi realizado no último dia 12 de setembro em Porto Alegre, o Seminário Recursos Educacionais Abertos (REA).
O evento foi aberto pela diretora do Departamento de Logística e Suprimento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Ana Cláudia Figueroa, e pelo diretor de Inclusão Digital da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), Gerson Barrey.

Os representantes do Instituto Educadigital, Priscila Gosales e Débora Sebriam, destacaram o conceito e as possibilidades de utilização dos REA. As palestrantes explicaram a diferença entre o direito autoral tradicional, baseado no Copyright (todos os direitos reservados) e as licenças livres. Débora e Priscila iniciaram a parte introdutória a REA propondo uma dinâmica a todos os presentes. Eles deveriam se posicionar em uma linha de concordância ou discordância sobre a afirmativa: “autoria é sinônimo de propriedade”.

Em seguida, os demais palestrantes debateram sobre alguns projetos inovadores em REA e políticas públicas no Brasil:

Rafael Pezzi (UFRGS) - Centro de Tecnologia Acadêmica

O Centro de Tecnologia Acadêmica (CTA) vinculado ao instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem como objetivo o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos compatíveis com o compartilhamento de conhecimento, natural do espírito científico, fomentando o desenvolvimento e adoção de tecnologias livres e recursos educacionais abertos. Ele abordou os projetos de Estação Meteorológica Modular e Blender Topográfico.

Eduardo Nogueira - Duda Library

O Duda Library é um software livre que mapeia, indexa, armazena e redistribui Recursos Educacionais Abertos promovendo o uso educativo em escolas com pouca ou nenhuma conexão com a Internet. Segundo Eduardo Nogueira, a ideia é termos o Duda Library Central, que será responsável por indexar e fazer o download dos REAs dispostos em diversas Fontes de REAs (Ex: Domínio Público, Khan Academy, Portal do Professor, etc.). Após esta fase, o sistema o “empacota” e cria um formato padrão. Na outra ponta, no servidor da escola/comunidade, você pode instalar o Duda Library e baixar os conteúdos da Central pela Internet (durante a madrugada, por exemplo, fazendo um uso eficiente da conexão) ou HD Externo/pendrive. Os alunos/comunidade poderão então acessar os REAs pelo navegador. A disponibilidade da API permitirá a criação de aplicativos para tablets/desktops/celulares. Leia entrevista ao site REA aqui.

Priscila Gonsales - Projeto Biografia Colaborativa da Lea Fagundes

Colaboração em rede e licença aberta é o caminho que se busca para a construção dessa biografia e vem dando certo! Nos últimos dias o IED comemorou uma etapa importante e bem-sucedida do projeto. Com 213 apoiadores, a parte audiovisual da biografia, um vídeo-entrevista com a própria Léa Fagundes, foi financiada na plataforma de crowdfunding Catarse e será produzida nos próximos meses.

O evento foi uma promoção conjunta do Projeto REA Brasil, Instituto Educadigital e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretarias de Educação, de Comunicação e Inclusão Digital, e do Gabinete Digital do Governador.

Durante o evento aconteceu o lançamento do livro “Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas”, organizado por Bianca Santana, Carolina Rossini e Nelson Pretto.

O que é REA?

Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de formatos técnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, módulos, livros didáticos, artigos de pesquisa, vídeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou técnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento.

LabFis: Versão 0.9 do LabFis está disponível para download

Adicionado por Rafael Pezzi aproximadamente 6 anos atrás

Está no ar o LabFis 0.9. Para baixar a imagem acesse http://lief.if.ufrgs.br/labfis/.

Adicionadas atividades PhET (compatíveis com software livre -ver tarefa #35).
Novas funcionalidades para redimensionamento e rotações de imagens usando o gerenciador de arquivos.
Editor de vídeo e gravador da área de trabalho para elaboração de tutoriais.
Freemind - Editor de mapas conceituais.
Instalação de firmwares para placas de rede sem fio.
Corrigida configuração do chaveiro do gnome - senha já vinha definida.
Atualização de pacotes.

Pacotes Instalados

  • nautilus-image-converter
  • gitg
  • gitk
  • git-cola
  • freemind
  • python-lxml
  • chromium-browser
  • openshot
  • gtk-recordmydesktop
  • usbutils
  • hardinfo
  • firmware-realtek
  • firmware-atheros
  • firmware-ralink
  • firmware-iwlwifi
  • firmware-brcm80211
Aplicativos de Terceiros

Mais informações na página oficial.

Suporte CTA: FAPESP: Ciência precisa ser mais aberta e interativa

Adicionado por Rafael Pezzi aproximadamente 6 anos atrás

10/09/2012

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Em junho de 2011, um surto de contaminação na Europa causado por Escherichia coli forçou as instituições de pesquisa em diversas partes do mundo a publicarem na internet os dados de que dispunham sobre o genoma da bactéria para agilizar e facilitar o reconhecimento da cepa causadora da infecção.

Por meio da cooperação científica internacional, se descobriu que se tratava de uma nova cepa, resultante da combinação do material genético de outras duas cepas de E. coli, que era resistente a 18 tipos de antibióticos e libera no organismo humano uma toxina, denominada shiga, que causa a falência dos rins.

A partir do sequenciamento genético da nova cepa da bactéria, foi possível desenvolver um teste, chamado PCR em tempo real, que possibilitou a triagem em apenas algumas horas dos pacientes contaminados para receberem tratamento adequado, e desta forma controlar o surto de contaminação que poderia tomar proporções globais.

Na avaliação de Jessica Bland, conselheira científica da Royal Society do Reino Unido, o exemplo é bastante ilustrativo de como se pode realizar ciência de formas mais aberta e interativa que, segundo ela, representam alguns dos maiores desafios científicos da atualidade e que devem ser superados em breve devido a pressões sociais.

“A ciência terá que rever a forma como disponibiliza os dados que gera desenvolvendo, por exemplo, novas práticas computacionais”, disse Bland durante a conferência que proferiu no 1º Encontro Preparatório para o Fórum Mundial da Ciência 2013, realizado nos dias 29 a 31 de agosto na FAPESP.

De acordo com a especialista, alguns dos fatores que estão impelindo esta mudança de paradigma da ciência é o aumento da demanda pelo acesso a dados científicos.

De um lado, os cidadãos e os legisladores estão necessitando, cada vez mais, de evidências científicas para dar suporte para tomada de decisões em relação a questões como os transgênicos, que tem mobilizado a opinião pública do Reino Unido, onde recentemente ocorreu um protesto em que manifestantes reclamaram da falta de discussão sobre o assunto.

Por outro lado, as empresas também necessitam ter maior acesso aos resultados das pesquisas científicas, que podem dar origem a inovações tecnológicas e aumentar sua competitividade.

“Hoje está em curso uma discussão no Reino Unido e na Europa sobre como possibilitar a abertura de dados científicos por empresas, que podem se converter em desenvolvimento econômico”, contou Bland.

Entretanto, segundo ela, um dos fatores que estão impedindo o acesso dos dados científicos até mesmo pelos pesquisadores é o fato de que não estão disponibilizados de forma racional.

“Não basta apenas abrir os dados científicos. É preciso disponibilizá-los de forma que sejam acessíveis, inteligíveis, avaliáveis e reutilizáveis”, afirmou Bland.

“A abertura de dados por si só não tem valor. Somente quando esses quatro critérios forem atendidos pode se considerar que os dados científicos estão devidamente abertos”, avaliou.

Limites para abertura de dados científicos

Um dos limites à abertura de dados científicos apontados por ela são interesses comerciais legítimos.

Entretanto, segundo Bland, as instituições de pesquisa já dispõem de mecanismos para proteger suas descobertas, que podem resultar em patentes ou recebimento de royalties.

Na Europa, por exemplo, algumas instituições de pesquisa desenvolveram um sistema que possibilita que indústrias farmacêuticas possam comparam seus bancos de dados de moléculas com os delas, por exemplo, sem que tenham acesso às informações estratégicas uma das outras, que podem resultar no desenvolvimento de um novo fármaco.

“Isso mostra que as instituições de pesquisa não precisam ser totalmente fechadas em relação à publicação de seus dados. Elas podem disponibilizá-las em um sistema seguro”, indicou.

De acordo com ela, outro limite à abertura dos dados científicos, também ilustrado por outro exemplo recente, é a segurança.

Em agosto de 2011, cientistas dos Estados Unidos e do Japão submeteram dois artigos para avaliação das revistas Nature e Science, em que relatam os resultados de uma pesquisa sobre um vírus da gripe aviária modificado em laboratório que desenvolveram juntando o vírus da gripe aviária com o da gripe suína (H1N1).

A publicação dos artigos foi embargada após um pedido do governo americano que alegou que as descobertas poderiam ser utilizadas por terroristas para desenvolver armas biológicas, e dividiu opiniões – a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendia a publicação, enquanto órgãos de segurança dos Estados Unidos se manifestaram contrários.

No início de maio de 2012, a Nature ignorou o pedido do governo americano e publicou um dos artigos, sob a alegação de que qualquer informação restrita distribuída aos laboratórios universitários não consegue permanecer na condição de confidencialidade por muito tempo.

“O que nós vemos é que quando os dados científicos são mais abertos, aumenta a segurança, como pode ser visto no caso da publicação dos dados da pesquisa sobre o vírus modificado da gripe aviária. A abertura de assumir o risco de publicar levou a uma situação de maior segurança”, avaliou Bland.

A grande aspiração, segundo a especialista, é que em breve todos os dados científicos possam ser disponibilizados online e que seja possível interoperá-los.
“Os dados são parte integrantes da ciência e precisam ser melhor comunicados e não só incluídos nos artigos científicos”, afirmou.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/16153

Suporte CTA: Brasil Comanda Inciativas Open Source

Adicionado por Tatiana Pereda aproximadamente 6 anos atrás

Fonte:
http://opensource.com/government/12/8/brazil-forefront-open-source-initiatives

Desde que o PT ganhou as eleições em 2003, o movimento open source tem crescido no governo e em outras esferas públicas. Agora, o Brasil parece estar no fronte de comando das iniciativas open source. O que não é novidade para esta comunidade que, apesar de incertezas, viu que o movimento estava crescendo um pouco a cada ano. Isto levou o novo governo a incluir esta iniciativa no topo da agenda governamental.

Antes desta frente entrar para o governo, o partido já oferecia apoio para as iniciativas de tecnologias livres, mas - por causa das limitações de conhecimento, pressões econômicas e outros fatores - essas iniciativas não foram valorizadas como deveriam ter sido. A primeira a entrar no ramo no país foi a ATM network implementando no Rio Grande do Sul as tecnologias livres, porém não foi creditada como devia. Hoje, porém, dados diversos fatores - uma maior adoção e confiança nas tecnologia open source, pressão para redução de custos dadas as correntes crises econômicas, uma base bem formada e regular e uma preocupação com a inclusão digital - a cena open source no Brasil tem mudado bastante, iniciativas adicionais estão começando a sair da teoria e indo para a prática, gerando influência sobre seus observadores.

Uma lição a ser aprendida é que, sem o apoio do governo, essas iniciativas provavelmente não teriam saído do papel. Uma iniciativa no governo do Brasil foi um Portal Open Source mantido pelo Ministério do Planejamento. Criado em 2007, o portal oferece softwares open source desenvolvidos por corpos governamentais e comunidades convidadas para que cidadãos, companhias e administrações públicas possam ter acesso à grande variedade de softwares disponíveis. Tudo neste portal é produzido e disponibilizado de acordo com com as normas dadas pelas instruções normativas (N.1), um documento legal baseado fortemente nas regras da FSF Fundação Software Livre (Free Software Foundation), e um modelo de licença livre criado especificamente para o Portal; apesar de todas as licenças da FSF proibirem o uso de ferramentas, softwares ou componentes privados, o objetivo ainda era de manter a filosofia da FSF.

Este Portal conta com 59 softwares disponíveis e esta lista continua crescendo. Cada um apresenta sua própria comunidade de usuários que estão livre para participar a qualquer outra comunidade, e todos juntos representam a grande variedade de serviços que a tecnologia livre é capaz de oferecer, indo de softwares educativos até bancários. O software Linux Educacional é uma versão Kubuntu modificada para escolas públicas. Já o Tucunaré é um exemplo Debian modificado desenvolvido especialmente para o Banco do Brasil. Todos estes programas são parte de um grande esforço que está começando a mostrar o retorno de valores sociais, o que é exatamente a filosofia Open Source.

Outra iniciativa é vista pelo CDTC, um projeto que foi primeiramente desenhado para disseminar o uso de softwares Open Source entre a IBM e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Este foi desenvolvido como uma plataforma de aprendizado online, sob o comando de Dijalma Valois Filho, um membro bem conhecido da comunidade Open Source e fundadora da CIPSGA ( Comitê de Incentivo a Produção do Software GNU e Alternativo). Dijalma também foi responsável por organizar suportes Open Source e explicar o potencial destes em cursos e seminários. O projeto tinha como base o uso do Moodle em universidades e colégios onde estudantes poderiam se envolver em fóruns e passar materiais escritos para o professor.

O CDTC começou com 4 cursos que apoiavam o projeto, hoje são mais de 160. Os usuários podem ainda adquirir qualificações e certificados se eles completarem um certo número de cursos pertencentes ao Moodle. No final de 2011, o projeto do CDTC foi encaminhado para o Ministério do Trabalho com uma de ideia de transformar alguns cursos em cursos qualificatórios fazendo com que, dessa maneira, milhares de usuários poderiam ser certificados. A meta é: 1 milhão de usuários com certificado até 2014.

O CDTC tem dado mais de 18.000 aulas e alcançado mais de 95.000 de pessoas em 4.305 cidades. E tudo sem nenhum tipo de marketing. Muitas pessoas conectadas no cenário Open Source não sabiam (e ainda não sabem) sobre o projeto, ou seja, estes números poderão crescer ainda mais.

Outro programa nacional, Telecentros, é um suporte de inclusão digital em comunidades que tem acesso a estudo para contratação, energia ininterrupta, HVAC, água potável, móveis, e internet. Em lugares remotos sem acesso à TV a cabo, um Telecentro pode dar acesso a esse tipo de serviço. Além disso, um programa chamado Formação Network tem como objetivo que estudantes entre 16 e 28 anos de idade sejam treinados para atuarem como "multiplicadores de tecnologia digital apropriada para equipamentos públicos".

A importância deste projeto dá-se em existir um espaço em que uma comunidade local possa conectar-se na Internet com seu próprio software, hardware e suporte especializado. E o que faz a diferença é que este software é Open Source. Como o Tucunaré, o conjunto usado nos Telecentros permite que estudantes possam se qualificar para certificados usando o treinamento CDTC - fechando o laço e retornando um valor social, mais do que simplesmente um acesso à internet. Essas iniciativas são bons exemplos da sólida fundação Open Source desenvolvida no Brasil. Aqueles que antes eram digitalmente excluídos, agora estão conectadas, qualificados e certificados. Estes possuem agora esperança de uma vida melhor graças à tecnologia aberta,

Recentemente, Ricardo Fritsch, Coordenador Geral da Associação do Software Livre escreveu uma carta para a Presidente Dilma Rousseff sob os olhares dos participantes do FISL que alertava aos recentes acontecimentos que não estão em linha com o pensamento da comunidade (e que também não são dos seus melhores interesses). É um alerta para levantar algumas questões como direções a serem mudadas e projetos que envolvam algo diferente do que foi originalmente proposto com o uso livre da tecnologia Open Source.

No início, a tecnologia Open Source era vista como uma alternativa ao modelo pago, mas com esta evolução e maturação, esta tecnologia está provando uma nova estrutura de crescimento. Além do grupo dos BRICS - novos países desenvolvedores e tecnológicos, como o Brasil - a tecnologia aberta é necessária pois estes governos simplesmente não podem pagar o preço do modelo licenciado.
Hoje, o Brasil tem uma forte comunidade Open Source, permitindo-nos estar no fronte desta alternativa tecnológica, dependendo apenas dos usuários continuar com esta inciativa e expandir a importância das tecnologias livres.

Suporte CTA: SBPC se manifesta sobre o Marco Civil da Internet

Adicionado por Rafael Pezzi aproximadamente 6 anos atrás

Jornal da Ciência, de 10 de Agosto de 2012.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83654

1. SBPC se manifesta sobre o Marco Civil da Internet

Confira carta encaminhada aos deputados sobre o tema.

Senhor Deputado,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifesta-se apoiando a "Carta de Olinda", emanada e aprovada por unanimidade na plenária final do 2º Fórum de Internet do Brasil, ocorrido em Olinda/Pernambuco em 4 de julho, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Assim, a SBPC considera imperativa a aprovação do Marco Civil da Internet no Brasil em função da sua importância crucial para a garantia da liberdade e dos direitos de cidadania, individuais e coletivos na rede.

A Internet encontra-se sob ataque. Em vários países, grandes corporações e segmentos retrógrados da máquina estatal querem restringir as possibilidades democráticas que a Internet nos trouxe, bloquear o compartilhamento de bens culturais e impedir a livre criação de conteúdos, plataformas e tecnologias.

Neste sentido, defendemos que o Marco Civil assegure o princípio de neutralidade da rede. Os controladores da infraestrutura física da Internet não podem impor qualquer tipo de filtragem ou interferência política, econômica, comercial, cultural, religiosa, comportamental, por origem ou destino dos pacotes de dados que transitam na Internet.

Estamos preocupados com as pressões dos grupos econômicos internacionais para que se efetive a remoção de conteúdos da rede sem ordem judicial efetiva. É inaceitável que os provedores sejam transformados em poder judiciário privado e sejam instados a realizar julgamentos sem o devido processo legal, sem a garantia do direito constitucional de ampla defesa.

Atenciosamente,

Helena Bonciani Nader

Presidente da SBPC

Suporte CTA: Don Tapscott apresenta quatro princípios para o mundo aberto

Adicionado por Rafael Pezzi aproximadamente 6 anos atrás

As gerações atuais têm sido banhadas em tecnologia de conetividade desde o nascimento, diz o futurista Don Tapscott, e como resultado, o mundo está se tornando bem mais aberto e transparente. Nesta inspiradora palestra , ele lista os quatro mais importantes princípios que mostram como este mundo aberto pode ser um lugar bem melhor:

  1. Colaboração
  2. Transparência
  3. Compartilhamento
  4. Empoderamento.

Fonte: http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/don_tapscott_four_principles_for_the_open_world_1.html

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