Do contexto local ao Mundo, CTA consolida colaborações

Adicionado por Leonardo Sehn aproximadamente 1 mês atrás

O ano começou com entusiasmo. O CTA firmou sua participação na campanha #InovaçãoUFRGS, realizando eventos no Instituto de Física em que se mostrou a relação entre inovação e liberdade de conhecimento tecnológico. Além de mostras de projetos inovadores, foram realizadas vivências como a III Hackatona do CTA, um convite aberto para pessoas colaborarem em um projeto que ficará exposto no próprio IF. Em mais um passo na consolidação das Hackatonas como metodologia de colaboração para o desenvolvimento de projetos, uma parceria entre 3 grupos de 2 Unidades da UFRGS foi estabelecida na forma de Hackatona. Com percurso de 12 meses, estudantes trabalharão conjuntamente para o desenvolvimento de projetos de 3 áreas: Estimulador Neuronal, Detector de Raios Cósmicos e Cardiorrespirômetro.

Participantes durante III Hackatona CTA

Tivemos mais um vez a alegria do reconhecimento com o Destaque no Salão de Iniciação Científica da UFRGS. Alisson Claudino foi premiado com o projeto SADAPMAP. Mas não foi apenas no contexto local que pudemos ver colaborações serem construídas e reconhecimentos como esses serem concedidos. O colaborador Vitor Vargas obteve a 3ª classificação na competição de carros elétricos do ITA com sua equipe. Também em contexto nacional, passamos a integrar o movimento do projeto Escola-Mundo, que reúne pesquisadores e grupos de Universidades de diferentes Unidades da Federação.

Colaboradores no I Seminário Escola-Mundo.

Um capítulo especial da história do CTA começou a ser escrito esse ano, quando a iniciativa EITCHA!, a Escola Itinerante de Tecnologia Cidadã Hacker, começou suas atividades em escolas. Depois de ser premiada no ano passado com o Mozilla Minigrants, a EITCHA! realizou 8 ciclos de oficinas além de participações em eventos locais, nacionais e internacionais, que impactaram cerca de 200 estudantes. Numa consolidação desse trabalho com a escola estadual José Loureiro da Silva em Esteio, CTA e EITCHA! estabeleceram parceria para a realização do Mutirão das Estações Meteorológicas Modulares (EMM). Nessa atividade, estudantes realizam uma atividade educacional colaborativa para reproduzir o protótipo das EMM na escola. De quebra, o colaborador da EITCHA! e do CTA, Leonardo Sehn, foi convidado para falar sobre o projeto no Mozilla Festival, em Londres.

Participante realiza testes durante Mutirão das EMM

No cenário local e nacional tivemos a felicidade de firmar parcerias potentes, mas foi no contexto latino americano que surgiu a oportunidade inspiradora de sediar um encontro para tecnologias livres. Após participação do colaborador Rafael Pezzi no TECNOx 3.0 em Valparaíso no Chile, ficou definido que a quarta edição seria no Brasil. Em um momento de reflexão sobre o fazer científico diante das crises de conhecimento e da ciência que vivenciamos, propomos para o TECNOx 4.0 o tema "Ética, direitos humanos e tecnologias livres". O evento foi agraciado com financiamento do CNPq e da CAPES e conta com o apoio institucional do Instituto de Física e da UFRGS e já é um sucesso antes de começar, pois contamos com as inscrições de cerca de 90 pessoas de 6 países da América Latina.

Participantes em encontro TECNOx.

Por mais que vejamos esse encontro com entusiasmo, sabemos que é só o começo. De fato. O evento será o começo da primeira Residência para formação de uma rede latino americana para as tecnologias livres, para a qual o CTA foi escolhido como sede. Esse é um grande avanço na colaboração de grupos da América Latina em prol da liberdade de conhecimento tecnológico. O trabalho conjunto em projetos e compartilhamento de metodologias de trabalho, marcarão o primeiro dessa série quatro encontros, já financiado pela CYTED. As próximas edições serão no Perú, na Argentina e no Chile.
A estruturação de uma rede latino americana é não só a consolidação da caminhada de cerca de 6 anos e meio do CTA, mas é também uma demanda identificada por todo um movimento social global para o hardware para a ciência aberta, o GOSH (Global Open Science Hardware). 2 colaboradores do CTA, Leonardo Sehn e Marina de Freitas, foram selecionados para participar do encontro GOSH 2018, em Shenzhen, na China. Alguns dos temas centrais foram justamente como atingir maior impacto com projetos de hardware para a ciência aberta e como estruturar redes regionais para consolidar esse movimento nos diferentes contextos.

Participantes do GOSH 2018

Foi tanto e em tão pouco tempo.E vemos que o que está por vir é ainda mais intenso. Em momentos de crise humanitária e do conhecimento pelo mundo afora, é inspirador poder realizar tantos movimentos para estabelecer novos paradigmas de produção e disseminação do conhecimento. A ciência aberta e ciência cidadã, as tecnologias livres e a educação aberta nos fazem ver um caminho para superar uma época de muro em um momento de crise: colaborações.
¡Y hasta 2019!


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